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Quevedo

Na xícara
O café entrega desde o início notas específicas do seu terroir. Um café doce, de baixa acidez, lembra um chocolate com castanhas com a bebida quente, conforme esfria a doçura passa a lembrar caramelo salgado e a finalização persiste lembrando castanhas. O café tem corpo médio e sedoso.
 
A família
O café vem do Sítio São Joaquim, de Joaquim Távora, no norte do Paraná. A família veio de Minas Gerais em 1928 e desde então planta café, já estão na quarta geração produzindo. Em 2016 a família começou a trabalhar com cafés especiais, nas mãos dos irmãos Gabriel e Ceres, e dos seus pais, os cafés produzidos ali já foram premiados em concursos regionais em 2015, 2016 e 2017.
 
Aprenda mais: 
 
Região
Norte do Paraná
Colheita: Maio a Agosto
Elevação: 500–900 metros acima do nível do mar
Precipitação: 1.400–1.700 milímetros
Temperatura: 19–22°C
 
A grande maioria da produção de café do Paraná vem da região nordeste conhecida como 'Norte Pioneiro'. Quando a indústria de café no estado começou a se reerguer, os produtores da região se voltaram para o mercado de especialidades. O café nessa região é cultivado principalmente em pequenas propriedades familiares de menos de 50 hectares, e a produção de café de maior valor permite que os agricultores aumentem a receita sem aumentar a área plantada (AEAANP 2018).
Esse foco na produção de alta qualidade valeu a pena: o Norte Pioneiro do Paraná recebeu uma Indicação de Procedência (IP) em 2012, e o café da região normalmente alcança um preço 30% acima da média nacional. A área coberta pelo PI inclui 6.000 produtores (a partir de 2018), que cultivam principalmente as variedades típicas brasileiras Catuaí e Mundo Novo , mas estão plantando um número crescente de variedades mais novas adaptadas às condições frias e úmidas do estado, como IPR 100 e Arara.
Em climas frios, as árvores florescem várias vezes e o café amadurece lentamente, de modo que o café amadurece de forma desigual e por um longo período de tempo. A maior parte da colheita está completa em Agosto, mas algumas variedades de maturação tardia podem ser colhidas até dezembro. Onde o café é colhido mecanicamente, isso significa que uma boa triagem é essencial para selecionar os frutos maduros. O clima úmido torna a secagem do café um desafio, de modo que o processamento é principalmente despolpado ao natural ou totalmente lavado, para reduzir ao máximo o tempo de secagem.
 
Variedade
São cultivares suscetíveis à ferrugem e aos nematóides. As plantas são vigorosas e apresentam altura média de 2 a 2,3m e diâmetro da copa de 1,8 a 2m. Em algumas regiões cafeeiras, essas dimensões são bem maiores, como é o caso de Patrocínio e de Coromandel, MG (Figura 3 A). O sistema radicular é vigoroso e, dependendo do tipo de solo, pode se distribuir em profundidades superiores a dois metros (Figura 3D), Os internódios da haste principal e dos ramos laterais são curtos e as ramificações secundárias e terciárias abundantes. As folhas novas são de cor verde-clara e as adultas são verde-escuras e brilhantes (Figura 3 C). As inflorescências são em número de 3 a 5 por axila foliar e o número de flores, por inflorescência, também de 3 a 5. Os florescimentos principais ocorrem nos meses de setembro e outubro, e a maturação dos frutos, de maio a julho. Em média, o período entre a fertilização e a maturação completa dos frutos, nas condições de Campinas, é de 230 dias. O peso médio do fruto maduro varia de 1,10 a 1,24g e o peso médio de 1.000 sementes, do tipo chato, de 112 a 125g. O valor da peneira média dos grãos do tipo chato varia de 16,5 a 16,7. A porcentagem de sementes normais, do tipo chato, é de 82,3% a 89,1%. O rendimento oscila em torno de 50%. A produção média de café beneficiado, por hectare, em espaçamentos normais, de 3,5 por 0,5m, em regiões com temperaturas mais elevadas, ou de 3,5 x 0,7-1m, em regiões mais amenas, pode ser de 30 a 40 sacas beneficiadas por hectares; produções bem maiores podem ser obtidas em anos de elevada produção e em espaçamentos menores. Em áreas irrigadas, no espaçamento de 3,80 x 0,50m, a produtividade média é de 60 sacas de café beneficiado por hectare. A qualidade da bebida é excelente e a participação da 'Bourbon Vermelho' é de 75%, o que explica a qualidade do produto.
 
Processo
O processo natural, também conhecido como processo seco, é uma abordagem de volta ao básico, originária da Etiópia. O fruto não é separado no grão e há pouca manipulação no café enquanto ele seca. Embora exija menos investimento, ainda requer certas condições climáticas para garantir a secagem dos frutos e sementes a tempo.
Com o tempo, o processo natural tem sido um método considerado de qualidade inferior que pode levar a sabores inconsistentes. Essa inconsistência geralmente é o resultado da secagem das frutas verdes e das já com coloração marrom ao mesmo tempo das frutas maduras.
No entanto, muitos acreditam que este processo realmente tem o potencial de criar os cafés mais saborosos, e que está prestes a ter seu retorno. Se for possível obter consistência, muitos argumentam que os cafés naturais podem obter tanta clareza quanto os cafés lavados e também fornecer algumas notas e características mais interessantes. Você pode ver isso acontecendo aqui no Brasil, entre outros lugares.
Ben, Gold Mountain Coffee Growers, me disse que um café natural bem colhido e processado pode obter notas de degustação incríveis e oferecer aos consumidores sabores doces surpreendentes, “Alguns de nossos naturais acabam tendo um gosto mais parecido com uma salada de frutas tropicais ou compota de frutas do que café. “
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