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Nunes II

O café:
Na xícara, o café apresenta doçura na frente, as notas de caramelo são mais cruas e bastante positivas, o equilibrio do café vem justamente da nota secundária e bastante rica de framboesa. A ácidez do café é citrica, com boa presença de acido tartárico também, que somado às notas de frutas vermelhas, podem nos remeter diretamente para um vinho rico e complexo.
O corpo da bebida é aveludade e médio, com o peso caracteristico da região (cerrado mineiro). A finalização é prolongada e essencialmente doce, a porção tartárica nos lembra os taninos de um vinho.
 
Familia Nunes:
A familía Nunes tem uma história inspiradora e bastante importante para a cafeicultura do Brasil.
 
 Em 2017 um dos lotes da fazenda Bom Jardim, foi campeão do Cup of Excellence, o principial concurso de qualidade do Brasil. Esse fato por si só já seria significativo o suficiente, mas o mais interessante é que o café era fermentado, um processo de pós colheita que não costumava ser comum no Cerrado Mineiro, depois do título, isso mudou. Hoje as fermentações são uma pratica comum na região, resultando em bebidas bastante complexas em um terroir muito amplo que permite uma grande constancia nos resultados.
 
Região:
Colheita: maio a setembro
Altitude: 800–1.300 metros (2.620–4.260 pés) acima do nível do mar
Precipitação: 800–2.000 milímetros (31–79 polegadas)
Temperatura: 22–27°C (72–81°F)
O Cerrado Mineiro foi a primeira região produtora de café do Brasil a receber a Denominação de Origem (DO). A região abriga cerca de 4.500 produtores que, juntos, respondem por 25% da produção mineira. As fazendas da região são tipicamente grandes e altamente mecanizadas, aproveitando a planície. As fazendas expansivas e tecnificadas são talvez as mais emblemáticas da cafeicultura brasileira, mas apesar de sua aparência industrializada, as fazendas da região podem produzir cafés de alta qualidade. Para ser elegível para o DO, os cafés devem ter sido cultivados a pelo menos 800 metros acima do nível do mar e pontuar 80 pontos ou mais. Os cafés da região são tipicamente encorpados e ricos, com notas de chocolate doce e nozes dominando.
 
Variedade:
A cultivar MGS Paraíso 2, desenvolvida pelo Programa de Melhoramento Genético do cafeeiro da EPAMIG, tem obtido destaque em lavouras de diversas regiões de Minas Gerais, pela elevada produtividade e potencial para a produção de cafés especiais. A planta é de porte baixo e apresenta resistência à ferrugem. Outras características são frutos na cor amarela, peneira alta, maturação intermediária, elevada capacidade de absorção de fósforo, boa resposta a colheita mecanizada
 
Processo:
O processo natural, também conhecido como processo seco, é uma abordagem de volta ao básico, originária da Etiópia. O fruto não é separado no grão e há pouca manipulação no café enquanto ele seca. Embora exija menos investimento, ainda requer certas condições climáticas para garantir a secagem dos frutos e sementes a tempo.
Com o tempo, o processo natural tem sido um método considerado de qualidade inferior que pode levar a sabores inconsistentes. Essa inconsistência geralmente é o resultado da secagem das frutas verdes e das já com coloração marrom ao mesmo tempo das frutas maduras.
No entanto, muitos acreditam que este processo realmente tem o potencial de criar os cafés mais saborosos, e que está prestes a ter seu retorno. Se for possível obter consistência, muitos argumentam que os cafés naturais podem obter tanta clareza quanto os cafés lavados e também fornecer algumas notas e características mais interessantes. Você pode ver isso acontecendo aqui no Brasil, entre outros lugares.
Ben, Gold Mountain Coffee Growers, me disse que um café natural bem colhido e processado pode obter notas de degustação incríveis e oferecer aos consumidores sabores doces surpreendentes, “Alguns de nossos naturais acabam tendo um gosto mais parecido com uma salada de frutas tropicais ou compota de frutas do que café. “
 
Além disso, o café natural é o mais ecologicamente correto.
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